CRESCER OU NÃO CRESCER, EIS A QUESTÃO!

E se você encarasse a vida com o olhar de uma criança de 10 anos? Já notou que, não são as coisas da sua infância que mudaram? Você que mudou! O cheiro daquele lugar onde brincava, o gosto daquele bolo que sua avó fazia, a vista do local onde você passeava com seus pais ainda existem e fazem parte da paisagem onde você deu seus primeiros passos.

O grande problema da humanidade, é que as pessoas, via de regra, tem em mente que são obrigadas a crescerem, ou seja, se tornarem adultas. E que para crescer, precisamos deixar de ser quem somos na essência, abandonando a criança que vive dentro de nós com sua ingenuidade, leveza e alegria, nos transformando em um ser humano sisudo, racional e procrastinador. O que esquecemos nesse processo de amadurecimento, é que para crescer, não precisamos necessariamente deixar de ser criança.

Deixar de ser criança significa, deixar de ser curioso, deixar de perceber os milagres que a vida nos proporciona, significa se preocupar com o que as pessoas pensam a respeito das nossas dúvidas, ideias e comportamento. O resultado de abandonar a criança que vive dentro de nós, é que passamos a nos fazer constantemente as perguntas “será que estou sendo normal?”, “O que as pessoas vão pensar a meu respeito?”, “Será que pega bem?”.

Essas perguntas, aos poucos vão nos moldando e nos transformando em pessoas previsíveis, insensíveis e irreais e o principal impacto dessa mudança é a falta de alegria, o aumento do ceticismo em relação às boas intenções do ser humano e a incapacidade de sonhar e buscar a felicidade.

Manter a criança viva e ativa dentro de nossas mentes, nos transforma em profissionais diferentes, criativos e inovadores, e isso de fato incomoda muita gente. Mas quando nos propomos sairmos da zona de conforto onde os adultos criam suas bases e ir para a zona de coragem onde somente é permitida a entrada de mentes jovens e descontraídas (típicas de um comportamento de criança), nos destacamos, inovamos e contagiamos positivamente todos ao nosso redor.

O problema que temos que enfrentar diariamente, é o fato de que sair da mesmice e criar situações novas e extraordinárias realmente dá muito trabalho e gasta muita energia, a não ser para as pessoas que possuem a criança viva dentre de si. O grande desafio da humanidade é combater a “Normose” conhecida como a “doença de ser normal” ou a “patologia da pequenez” que é o medo de se deixar ser em sua totalidade.

O que temos que ter em mente, é que alguns de nossos comportamentos são considerados normais, mas, na verdade, é “Normose”. A anseia de sermos “adultos” muitas vezes nos deixa cegos para enxergar que não estamos sendo nós mesmos. Por isso, não deixe que a “Normose” mate sua criança interior. Quando você asfixia sua criança interna e segue a opinião da maioria, não se posicionando, você deixa de ser você mesmo.

Seja uma criança você também

Tire seus sonhos da gaveta, inove, reinvente-se e se divirta com o seu mundo e principalmente com sua criança interna. Todos nós temos condições de fazer a diferença, mas quando nos rendemos à “Normose”, nos transformamos apenas em um adulto normal…

Reflita, pense nisso e seja “anormal”!

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS PARA TODOS NÓS!

 

 

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